PSORÍASE E SUA RELAÇÃO COM A ALIMENTAÇÃO
A psoríase é uma dermatose, caracterizada por uma inflamação crônica e sistêmica, sendo considerada uma doença autoimune mediada pelas células de defesa conhecidas como linfócitos T.
Diversos estudos apontam uma estreita relação entre a psoríase e o desenvolvimento de doenças crônicas associadas, como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2 e esteatose hepática não alcoólica, além de maior suscetibilidade para as doenças coronarianas e para síndrome metabólica.
A etiologia da psoríase é desconhecida, porém predisposição genética, associada a fatores ambientais como fumo, álcool, má alimentação, infecção, drogas e eventos estressantes, têm sido apontados como possíveis gatilhos para o surgimento da doença.
A alimentação pode influenciar a psoríase de duas maneiras diferentes: tanto pode aumentar o risco desta desordem metabólica como auxiliar no seu tratamento e prevenção.
Evidências encontradas na literatura confirmam a relação positiva entre a psoríase e a obesidade, sendo que dietas hipocalóricas levam a melhora dos sintomas e podem ser importantes fatores de prevenção e tratamento de alguns tipos de psoríase.
Também a ingestão elevada de Omega-3, jejum, e dietas vegetarianas mostram efeitos benéficos no seu tratamento.
Estudos recentes evidenciaram uma associação entre a doença celíaca e psoríase demonstrando que uma dieta isenta de glúten, pode melhorar as lesões de pele, mesmo em pacientes sem doença celíaca, mas com anticorpos antigliadina IgA e IgG (anticorpos que acusam uma sensibilidade à proteína gliadina presente no glúten).
Dentre os nutrientes capazes de auxiliar no tratamento da psoríase, algumas vitaminas (A, E e C), os carotenoides e os minerais (ferro, cobre, manganês, zinco e selênio) possuem capacidade antioxidante, diminuindo o estresse oxidativo e a produção de espécies reativas de oxigênio, auxiliando na diminuição da inflamação e favorecendo a estabilidade da membrana celular e a reparação das lesões da epiderme.
Também as fibras alimentares possuem um papel importante na inflamação sistêmica, pois diminuem o estresse oxidativo.
Portanto, o aumento do consumo de peixes (ricos em ácidos graxos Ômega 3), vegetais e frutas(fontes de carotenoides, flavonoides, vitamina A, C e E e fibras e minerais) e a ingestão de 1 a 2 castanhas do Pará (por ser rica em Selênio), são de grande importância no tratamento de pessoas com psoríase.
Referências
Araujo, Maria Lucia Diniz; Burgos, Maria Goretti P. de A.; Moura, Isis Suruagy Correia. Influências nutricionais na psoríase.An Bras Dermatol. 2009;84(1):90-2.
Solis, Marina Yazigi et al. Estado nutricional e consumo alimentar de pacientes com psoríase dos tipos sistêmica e artropática sistêmica associada. einstein. 2012;10(1):44-52

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